“Como lidar com a morte na escola” – Marina Azaredo

Como lidar com a morte na escola

Texto Marina Azaredo

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Apesar de ser um assunto delicado, falar da morte é importante. Saiba como professores e educadores devem agir quando ela atinge diretamente a escola

Crianças morrem. Por mais que isso desafie a lógica da vida. Pode ser uma doença grave, um acidente, um episódio de violência urbana. E, se a morte é traumática para todas as idades, quando acontece com crianças, é ainda mais difícil de ser entendida e, principalmente, explicada para as outras crianças. “Quando bem pequenas, as crianças acreditam que a morte é reversível. Depois, percebem que não é, mas muitas vezes acham que apenas os velhos morrem. Por isso, quando há uma morte na escola, o assunto precisa ser tratado de forma muito delicada”, afirma Aline Fávaro Dias, psicóloga e orientadora educacional do Colégio Dom Bosco de Americana (SP). Mas nem todas as escolas estão preparadas para lidar com situações que envolvem a morte de um aluno.

 

Para a psicóloga e psicopedagoga Ana Cássia Maturano, o mais importante é falar do assunto e jamais agir como se nada tivesse acontecido. “A criança tem curiosidade, sofrimentos, dúvidas. Elas têm necessidade de conversar para elaborar o sentimento de luto e, assim, superar o trauma”, afirma. De acordo com Ana Cássia, as crianças precisam de um momento para chorar a morte tanto quanto os adultos. Dentro desse processo de elaboração do luto, não é só o diálogo que é importante. Dependendo da reação dos alunos da escola, pode-se organizar uma homenagem ao aluno morto. E um acompanhamento psicológico é indispensável, principalmente quando a morte – ou as mortes – está em um contexto de tragédia, como em casos de desastres naturais. Em casa, os pais também devem abordar o assunto, mas sempre observando as necessidades da criança. “Se ela demonstrar curiosidade, fizer perguntas, os pais não devem tentar mudar de assunto ou deixar de respondê-las”, recomenda Ana Cássia. Mas ela lembra que é melhor evitar expor o filho ao noticiário se a morte tiver ocorrido em uma tragédia ou em um acidente de trânsito, por exemplo. “A criança não precisa saber de todos os detalhes das circunstâncias da morte”, diz ela.

Fonte: Educar para Crescer

 

PEDAGOGIA

08/04/2011 09:57


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